OIKOS (Rio de Janeiro), Vol. 18, No 2 (2019)

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O contrato de swap sino-brasileiro: um mecanismo de incentivo do renminbi no Brasil?

Ingrid Lucy Klein, Aline Regina Alves Martins

Resumo


Brasil e China são parceiros econômicos estratégicos para suas respectivas economias nacionais. Logo, os dois países têm procurado ferramentas que facilitem e diminuam os riscos em suas operações econômicas a fim de manter um ambiente econômico mais estável e equilibrado. Frente ao exposto e diante das consequências dos abalos da crise econômica global de 2008, os bancos centrais brasileiro e chinês assinaram, em 2013, um acordo de swap de moedas locais. Com ele, é possível assegurar uma maior estabilidade cambial às transações sino-brasileiras com a troca direta de suas moedas nacionais, mas também pode ser um instrumento para incentivar o uso do renminbi em transações no Brasil. Assim, este artigo tem por objetivo apurar se com este acordo firmado, contextualizado dentro da ampla política chinesa de internacionalização de sua moeda, houve de fato um estímulo para o uso do renminbi em terras brasileiras. Nesta pesquisa qualitativa, a partir de uma revisão bibliográfica e da análise de dados primários e secundários, observou-se que o referido contrato, além de não ter sido renovado, nunca foi utilizado. Logo, pelo menos no caso brasileiro, não foi uma ferramenta útil para a internacionalização do renminbi. Nesse sentido, os resultados do acordo de swap sino-brasileiro sustentam a percepção de estudiosos que enxergam na confecção dos arranjos bilaterais chineses de swap um ato político muito mais simbólico do que realmente prático.

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